Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2011

Um jantar de ignorantes

No Sábado passado tive a minha oportunidade para conviver com um grupo de pessoas do trabalho fora do trabalho.

Eram italianos, gregos, espanhóis, uma portuguesa (moi même), uma belga, um argentino e um austríaco.
Eu e a minha colega organizámos a lista de pessoas, um dos gregos marcou um jantar num restaurante grego e eu organizei o Secret Santa.

E o jantar foi um sucesso.
Já trabalho naquela empresa há quase um ano e nunca tinha saído com colegas de trabalho. Porque não sou confiante o suficiente, porque tenho sempre medo que as pessoas não gostem de mim e essas coisas parvas.

Gostei muito de ter estado envolvida na organização deste jantar e o meu Secret Santa ofereceu-me o The Joke do Milan Kundera, já em lista de espera, porque me vê sempre a ler nas minhas pausas.

Isto fez-me pensar que afinal não sou assim tão invisível e que afinal até reparam em mim.

Senti-me bastante à vontade a falar com os colegas, porque quase nenhum tem um inglês perfeito e adorei saber mais sobre alguns.

Já se combinou outro "Jantar de Ignorantes"* para Janeiro e eu estou desejosa!



*Um dos colegas italianos chama ignorante a toda a gente. É uma forma carinhosa de mostrar que gosta de nós. ;)

Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011

Dead end

Hoje ao responder pela milésima vez à mesma pergunta, ao ser assediada pela trilionésima vez por um cliente ( sendo que eu faço apoio ao cliente para uma empresa de jogos on-line e não sou operadora de um chat erótico, torna-se cansativo), ao levar com tradicional resposta parva de um dos meus Team Leaders senti-me em desespero.

Aquele desespero de ir a correr para a casa de banho e encher um rolo de papel higiénico de lágrimas de sangue.

Mas não o fiz e fiquei ali apática a olhar para o monitor, a ligar para os clientes que têm dificuldades em operar os jogos etc. e tal.
Ao mesmo tempo que repetia a mesma lenga-lenga de sempre, de uma forma mecânica ia pensando na minha vida.

É certo que tenho um trabalho. E que não é mal pago, sobretudo tendo em conta o pouco esforço mental necessário. Mas há dias em que não vejo a luz ao fundo do túnel e que me sinto estagnada ali.

Sei que é uma fase e que provavelmente termina quando começar a tratar efectivamente das coisas para o Mestrado.

Até lá, vou fazendo o que posso para me manter à tona e ter os meus momentos de felicidade.

Terça-feira, 13 de Dezembro de 2011

São duas pessoas nesta vida

Tivesse eu tempo agora e este post ia ser transformado numa Tese de Mestrado...

Este silêncio prolongado, precedido por outros tantos deveu-se a duas coisas: por estar muito segura e feliz nuns dias e extremamente insegura noutros. Às tantas teria de mudar o nome do blog para "Partilhas Bi-polares" ou assim e seriam duas pessoas a escrever e não só eu.

Evitei escrever posts para não expressar a montanha russa de coisas que me tem arrebatado a alma.
Mas diz que sou Humana e que toda a gente passa por momentos desses então vai daí e decidi partilhar que estou "bem muito obrigada!".
Muitas coisas importantes aconteceram neste espaço, como terem vindo cá tantas pessoas visitar que nos fizeram muito bem, fomos à Bélgica, à Holanda e ao Luxemburgo e disfrutámos uma semana de Portugal e de tudo de bom que lá existe!

Jantei no Harvey Nichols da OXO Tower com uma vista sublime, vi o Fantasma da Ópera e fiquei a conhecer o John Owen Jones, o homem DA voz. Ouvir a "Music of the Night" cantada por ele é uma experiência sobrenatural!

Comecei a fazer crochet, aventurei-me na zona dos bolos, queques e do pão.

Fomos à Escócia e ao Parque Natural de Brecon Beacons. A Stonhenge, Avebury e Glastonbury - uma das viagens da minha vida.

Talvez escreva aqui um pouco sobre estas viagens e do quanto me senti pequenina perante a imensidão quase sobrenatural desta Terra no futuro. Ou talvez não.


Por agora, tenho no coração a ansiedade pela viagem que se aproxima. Ao meu canto no mundo, à minha família e aos meus amigos.

Cá por casa já nos preparámos. Presentes de Natal comprados  e embrulhados, planos feitos e muita alegria, para levarmos connosco para Portugal.


Por estranho que pareça esta é uma das minhas vistas preferidas por aqui (sim, acho o Gherkin o edifício moderno mais bonito de Londres).

Terça-feira, 9 de Agosto de 2011

Desde Domingo

Os serões são passados com o coração apertado a ver e ouvir notícias, a fazer refresh no Twitter, a ouvir as sirenes. A minha família vive numa área bastante afectada e tenho medo por eles.

Na nossa zona não parecem existir problemas de maior, mas cada área de Londres está a ser atacada aos poucos.
Hoje mandaram-nos sair mais cedo porque queriam que chegassemos a casa sãos e salvos.

Cá cheguei, mas estou inquieta porque o Amor ainda tem uma viagem pela frente

Quinta-feira, 4 de Agosto de 2011

The city had defeated her, just like they said it would. Like some overcrowded party, no-one had noticed her arrival, and no-one would notice if she left.

David Nichols - One Day


Ao ler esta passagem ontem reconheci-me nos muitos momentos de desespero que tive até há alguns meses atrás.

Sentia-me pequenina, perdida no meio de tanta gente. Com muitas ideias e ambições e sem ter força para pôr nenhuma em prática. Sentia-me como se a minha vida tivesse parado aqui e não conseguisse vislumbrar uma saída.

Talvez tenha colocado as expectativas demasiadamente altas, mas eu pensei mesmo que cá eu podia ter oportunidades diferentes e, não tendo surgido nenhuma mensagem divina que me revelasse qual era o meu papel nesta terra de gente snob, comecei a acomodar-me e a encolher-me no canto mais escuro da minha casa casa, à espera que uma proposta para um trabalho mega.fantástico aparecesse.

Voltar para Portugal passou-me pela cabeça, mas não queria admitir a derrota.
Queria que alguém me levantasse os braços que baixei há tanto tempo (3 anos talvez?).

Depois de muitas lágrimas derramadas, de muitas discussões com o Amor comecei a compreender o significado disto tudo: se não tivesse vindo para Londres não tinha saído da minha zona de conforto. Se não tivesse saído da minha zona de conforto continuava na mesma vidinha, sem pensar muito no meu dia-a-dia... Ia chegar aos 30 anos, olhar para trás e os meus últimos 7 anos iguaizinhos. Sem nada que os diferenciasse ou assinalasse.

Hoje em dia continuo a achar que Londres é uma festa a abarrotar, onde ninguém nota se chego ou parto. Mas agora isso não me interessa. Tenho os meus planos e os meus objectivos e estou cheia de vontade de os concretizar!

Segunda-feira, 1 de Agosto de 2011

Porque é que é bom viver em Londres?

Porque é uma cidade lindíssima quando há sol.

Quando a tarde está quente, posso voltar para casa pelo Regent's Canal de bicicleta. Sinto o vento quante a bater-me na cara e a entrar pelo meu vestido leve. Vou sempre a sorrir satisfeita por viver na cidade das culturas, da cultura, das festas, das bebedeiras, dos snobs, dos hooligans, das pessoas semi-nuas nos parques... É uma cidade muito envolvente quando se está de bem com a vida.

Antes de jantar, passagem pelo supermercado onde finalmente descubro um queijo que me enche as medidas: Mature Reserve Gruyére do Sainsburys. É muito parecido com queijo da ilha e fez as delícias do meu jantar!

Uma vida cheia!

As coisas têm andado a correr bem por aqui.

Temos feito viagens (até agora, Glastonbury, Escócia e Gales).
Temos andado muito de bicicleta, ido a mercados. O Verão decidiu aparecer apenas agora.

Eu decidi que devia voltar outra vez e partilhar um pouco mais.
A minha primeira partilha desde há alguns meses começa com o meu jantar de hoje: bife recheado com mostarda inglesa com molho de cacau e puré de batata e cebolinhos!

A acompanhar, um pão ciabatta com rosmaninho. 

Quinta-feira, 26 de Maio de 2011

That's life

Há algum tempo que não escrevia por aqui.

A minha vida tem andado estranha.
Não tenho tido grande vida social, tem sido basicamente só trabalho e os passeios de fim-de-semana.

Começo a perceber que não tenho uma grande paixão por Londres, mas também já me disseram que o primeiro ano é mesmo o pior na adaptação.
Até aqui há uns dias sentia-me miseravel e com bastante pena de mim própria.

Mas a minha mãe e o meu irmão vieram cá e eu decidi que não posso ficar a sentir-me assim para sempre. Eu tomei esta decisão e vou fazer tudo para que a vida aqui faça sentido!

Escolho sorrisos, novas amizades, alegria e cor! Muita cor!

(Este post é capaz de só fazer sentido para mim)

Dedicado à SuSu, que ao ser alguém que emana milhões de coisas positivas, me inspira.

Segunda-feira, 7 de Março de 2011

Aproxima-se mais um dia do pai, seguido, dois dias depois da data de aniversário do meu pai. E eu só queria, agora, poder falar com ele e contar-lhe que o mais difícil já está. Que agora queria começar a valer.
Queria ter com ele a relação que não tive.
E queria também estar na expectativa de que numa visita a esta minha nova morada ele olhasse para mim com enlevo e me desse uma festa na nuca como fazia quando se sentia orgulhoso de mim. Passei a não gostar da expressão "onde quer que ele esteja sente-se orgulhoso de ti".

Mas eu não o vejo, eu não o cheiro, eu não o oiço. E só eu sei a falta que isso me faz.

Domingo, 6 de Março de 2011

A vida em Londres

Trabalho:

Não gosto exactamente do que faço, mas gosto muito do sítio onde trabalho. As chefias são muito humanas. Até quando é necessário darmos um esticão na nossa performance, a pressão exercida é feita de uma forma motivadora e nunca stressante. A minha manager nunca ralha com ninguém, mas explica às pessoas os erros que cometeram e como agir para não os voltarem a cometer.
Um director de departamento viu-me a almoçar sozinha e com um ar extremamente cansado e sentou-se ao pé de mim a agradecer-me o esforço e a dar-me umas palavras de encorajamento para aguentar este súbito aumento de trabalho.
Os escandinavos são mimados. Não se pode dar um pouco mais de trabalho, que se começam logo a queixar a fazer obervações absurdas.

Casa:

Finalmente temos os móveis todos montados e a nossa casa acolhedora. Adoro esticar-me na chaise longue tapada com uma manta a ler.
Adoro a sercretária que temos finalmente. Onde posso organizar a papelada da casa, escrever, estudar.

Família:

Já nasceu o bebé. Quando peguei nele tinha umas horas de vida. Ainda hoje tenho presente a sensação de reconhecimento que senti quando olhei para ele e vi as caretas que fez.

Londres:

Com os arranjos na casa, a descoberta da cidade ficou para segundo plano. Assim que tenhamos tudo pronto voltamos aos nossos passeios.
Sinto muitas saudades do sol, das ruas estreitas, das calçadas, dos miradouros, dos eléctricos, das noites vibrantes do Bairro Alto. Nunca pensei que fosse sentir tanta falta disso. Às vezes as saudades são tantas, que o coração fica assim pequenino, pequenino...
Aqui sinto-me sempre um pouco a mais. Deslocada. Sou de Lisboa e é a Lisboa que pertenço. Talvez com o tempo me venha a sentir assim em relação a Londres.

Amigos:

Temos tido oportunidade de sair com um grupo de portugueses muito simpático. Pena é os bares encherem às 21h e quando combinamos qualquer coisa andamos sempre à procura um par de horas de um sítio onde possamos estar sossegados a conversar.

Desabafo:

Gostava de por esta altura gostar muito mais de aqui estar a viver. Tenho confiança de que, agora, depois de termos tudo pronto em casa, vamos viver a vida de uma forma mais plena.

Domingo, 20 de Fevereiro de 2011

Três semanas em modo Amish

Ok, não tanto assim... Tinha gás, água canalizada, electricidade e ia de autocarro para o trabalho.

Mas não tive tv, internet e telefone durante este período. Não me fez grande confusão porque tivémos sempre tanto que fazer que nem sentia falta destas coisas.

As nossas "obras" cá em casa já terminaram e já temos metadade da mobília cá em casa.

E estou a adorar o meu trabalho!

Tive duas semanas de formação e comecei a valer na semana passada. Faço traduções e dou assistência ao cliente. Por vezes é um pouco confuso e sinto-me deslocada muitas vezes. Mas é bom, Estou a aprender a ser uma porfissional diferente. Menos temperamental. No trabalho a sala divide-se em duas metades: de um lado os mediterrânicos (espanhóis, italianos e gregos), do outro os escandinavos (dinamarqueses, finlandeses, noruegueses, suecos) e... EU! Não sei porque fiquei daquele lado, mas não me importo, porque os escandinavos são pessoas sossegadas e a minha secretária tem um posicionamento fantástico.

A vida social continua activa. Saímos com alguns portugueses que conhecemos depois de virmos para cá. Mas sinto muitas saudades de Lisboa nesse aspecto... Os bares já estão cheios às 9 da noite, as londrinas saem à noite vestidas como se fossem para um casamento. Tenho saudades do Bairro Alto, do Jamaica, onde não era estranho andar de ténis e calças de ganga...


A vida em Londres está a arrancar a um passo lento. É bom, porque quando as grandes mudanças acontecem de repente a minha reacção é ficar quieta e esperar que o choque passe. Assim, vou gradualmente adaptando-me a estas mudanças e abraçando esta nova vida.

Sábado, 29 de Janeiro de 2011

Extreme Makeover Home Edition e o desempacotar de uma vida.

Feitas as obras preliminares nas paredes bexigosas, teve lugar a pintura.

E chegaram ontem as nossas coisas vindas de Portugal. E hoje emocionei-me ao desempacotá-las.
Porque são as minhas coisas e porque me fazem sentir em casa. E porque me fazem sentir que agora sim, estou a começar uma nova vida e não a viver num limbo.

Ao fazê-lo tive a percepção do quão triste estava quando saí de Portugal. Bem sei que não foi por ter mudado de cidade que me sinto melhor. Foi por ter rompido com uma rotina infeliz e com um trabalho do qual só gostei no primeiro ano.

Segunda-feira, 24 de Janeiro de 2011

Extreme Makeover Home Edition.

Finalmente no Sábado fomos buscar as chaves da nossa nova vida.


Chegados à casa tivemos vários choques: armários da cozinha sem maçanetas, uma carpete imunda, as paredes crivadas de buracos de pregos e buchas, a tinta da parede lascada em algumas partes... Um autêntico pesadelo... Quando fomos ver a casa ainda estava habitada e não reparámos oportunamente nestes "pequenos detalhes".
E-mail para aqui e para ali com a agência para nos dizerem que se quisessemos obras em casa o preço da renda teria de subir. Eu não sou especialmente dotada para a bricolage, mas estou pronta para arregaçar as mangas e dar um aspecto acolhedor à nossa nova morada.

Duas das pessoas da minha família foram comigo e fartaram-se de falar dos defeitos da casa. Nós já estavamos desanimados, pior iamos ficando...

Mas depois fomos fazer uma visita ao IKEA (of course)e começámos a ver o mobiliário e a fazer planos para a casa... E mal posso esperar para ver tudo arranjado como estamos a planear!

Domingo, 23 de Janeiro de 2011

Rough paths.

Ontem saímos com uns conhecidos do Amor. Os três portugueses.
Há muito temoo que não saía e isso deve ter-se notado porque eu não parava de falar. Dei por mim até a monopolizar a conversa várias vezes! Shame on me!

Mas eventualmente lá caí em mim e comecei a fazer perguntas. Então fiquei a conhecer histórias de luta. De verdadeiro desespero. A nós as pessoas chamam-nos corajosos. Mas nós tivémos sempre um tecto certo para dormir, arranjámos casa ao fim de três dias de procura e não andámos assim tanto tempo à procura de trabalho. Nunca andámos ansiosos sem saber onde iamos dormir no dia seguinte, vivemos sempre tranquilos no que respeita ao trabalho...
O melhor da noite de ontem foi ter conhecido outros caminhos. Outras pessoas que me mostraram que mais do que coragem o que nós temos é muita sorte.

Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2011

Adoro o sol de Inverno. Em Londres.

É tão bom...

...quando no silêncio de uma casa que dorme via messenger, uma das melhores amigas nos dá um dos maiores presentes da vida: uma nova perspectiva...


Sinto-me leve.

Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2011

A whole lot of nothing to think about

Apesar de todas as coisas que tenho de fazer considerando que tenho uma mudança de casa à porta sinto que um grande peso saiu de cima dos meus ombros.
Posso ver os episódios da sexta temporada do How I Met Your Mother todos de seguida, posso bricar com o canito cá de casa, posso ir às compras sem a preocupação de que podia estar a enviar curriculae ou a ligar a agências de recrutamento.

Quarta-feira, 19 de Janeiro de 2011

O encaixe.


" We're delighted to offer you the position!" foi a frase que me deixou em êxtase no dia de hoje!

Era a frase que faltava ouvir para se dar o encaixe. O encaixe de todas as coisas boas que já existem na minha vida.
Temos trabalho, temos casa e agora vamos tratar de consolidar o que temos e pensar em realizar novos projectos.

Cada vez me sinto mais feliz por ter tomado esta decisão. Sinto mesmo que tomei as rédeas da minha vida e posso ser o que quiser.

Terça-feira, 18 de Janeiro de 2011

Águas paradas.

Dia 22 já temos as chaves da nossa casa.
Vamos recomeçar do zero. Vamos reencontrar-nos.

Tenho a certeza de que vou suspirar de alívio quando me entregarem a chave, porque olho para isso como o símbolo do regresso à nossa vida e ao controle que temos sobre ela. A minha família trata-nos lindamente, mas precisamos do nosso espaço, das nossas conversas, de correr pela casa toda às gargalhadas com medo da ameaça de uma ataque de cócegas.

Já falta pouco. E espero.

Quinta-feira, 30 de Dezembro de 2010

2010 foi generoso

- Completei o curso de empregada forense;
- Tirei a carta de condução;
- Fui para Marrocos com o Amor, uma grande amiga e outra pessoa que acabou por se tornar noutro grande amigo;
- Reencontrei grandes amigos e foi bom constatar como a essência da verdadeira amizade não muda;
- Fiz um Interrail;
- A minha mãe voltou a estudar;
- O meu irmão entrou no ano final do curso como o melhor da turma;
- Aproximei-me muito das irmãs do meu pai;
- Vim viver para Londres;
- Assinei o contrato de uma casa brutal em Londres;
- Apaixonei-me 365 vezes (mais coisa menos coisa).

O que espero de 2011:

- Que o dente que me tem dado problemas desde Agosto, fique saudável de uma vez por todas;
- Encontrar emprego;
- Começar a preparar a minha pós graduação em Museologia;
- Que o novo membro da família seja rápido a vir ao mundo, já que eu vou assistir ao parto e não quero ficar traumatizada;
- Que venham cá muitos amigos, para eu me sentir um pouco mais perto de casa;
- Que a minha família tenha muita saúde;
- Que vá passar o Natal e o Ano Novo a Portugal;
- Que me continue a apaixonar todos os dias e a reconhecer a sorte que tenho em tê-lo encontrado.

A minha primeira experiência no mundo laboral londrino

Não correu bem. Os gerentes tratam os empregados como animais de estimação. Mas na verdade só não fiquei por incompatibilidade de horários. No centro de recrutamento disseram que eu tinha flexibilidade de horário, quando eu deixei explícito que não. Agora ando à procura novamente.

Sábado, 25 de Dezembro de 2010

E agora, um Natal completamente diferente!

Uma das coisas boas de ter 25 anos, é estar a nascer a geração seguinte e, por isso, já ter crianças no Natal a abrir os presentes de forma entusiasmada. Aqui o Natal fez-se à portuguesa: na véspera, com bacalhau e com muito, muito barulho. Estou habituada a Natais mais calmos, mas valeu tudo para ver o sorriso do Amor quando viu a garrafa de Licor Beirão que me custou uma longa viagem de autocarro e o entusiasmo da minha afilhada quando viu o seu fato de fada.

Está a ser um Natal quentinho. Mas para o ano quero estar em Portugal. Estar com a minha mãe, o meu irmão, as irmãs e os pais do Amor.

Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2010

Finalmente uma perspectiva de trabalho

Depois de enviar não sei quantos curriculae e preencher não sei quantos formulários, vou ter um dia de experiência numa cadeia de comida rápida tipo "Go Natural". O meu trabalho consiste em fazer sandes, wraps, e outras coisas que tais e também alguma limpeza de cozinha e loja.

Não é o emprego dos meus sonhos, mas enquanto estou a fazer isto vou enviando curriculae e candidatando-me a outras coisas.
Não sou o tipo de pessoa de ficar em casa. Trabalho desde os 19 anos e estar sem emprego é uma preocupação. Então este trabalho vai ajudar-me com o inglês e também a ter referências (algo imprescindível, para quem procura um bom emprego, cá).

Amanhã a hora de levantar é às 4:30.
Estou feliz.

Domingo, 19 de Dezembro de 2010

Os frutos e as árvores



A família devia ser a entidade que não nos julga. Devia ser a fonte de conforto, de ternura.

Às vezes não é.

E todos os dias eu agradeço por esta família que eu e o Amor formamos há dois anos e por tudo o que esta união me trouxe. A serenidade, a estabilidade e o silêncio. Como eu adoro este silêncio entre nós. Um recolher do qual saímos facilmente para um abraço. Para uma partilha.

Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010

Licensa sabática

Foi com grande surpresa minha, que este tempo sem trabalho tem servido para reflectir bastante e colocar pontos cruciais da minha vida em perspectiva.

A paz encontro-a durante o dia. Numa pausa na actividade de "job hunting". Pensando no caminho que percorri até aqui chegar. E chegando à cnclusão que já estive bem pior.

Tudo acompanhado com chá com leite.

Quinta-feira, 9 de Dezembro de 2010

Over heard...

.. on Ugly Betty: "Growing up isn't about making the right decision, it's about dealing with the decision you made and picking yourself up."

Algo que estava a fazer para encurtar um pouco a manhã acabou por se tornar uma pequena inspiração. Acredito que o facto de esta manhã ter a TV só para mim, porque, excepcionalmente a minha avó passou a manhã fora e ter visto o episódio da Ugly Betty (e que é uma série que deixou de me chamar a atenção depois das duas primeiras temporadas) não foi uma coincidência.

Call me crazy but I was really needing it!

Terça-feira, 7 de Dezembro de 2010

Marjane, a Montanha Russa humana

Ando a sentir-me com afrontamentos emocionais.
Ora me sinto nas nuvens ora em desespero por ainda não ter emprego. Esta semana começo uma abordagem mais agressiva na procura de trabalho. Vou perder a vergonha toda e ir directamente aos sítios onde gostava de trabalhar (e onde vejo que tenho essa possibilidade, entregar CVs e tentar falar com os responsáveis.